Como eu te superei

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Não era exatamente isso que eu tinha em mente, eu juro que não era, inclusive tenho um monte de fotos com os meus amigos e um montão de boas histórias que fariam um conteúdo mais agradável do que eu lamentando a inegável realidade dos fatos.

Mas quem diria? Que hoje eu ia me pegar pensando novamente em tudo que aconteceu, acontece que mesmo com o Facebook e todas as redes sociais bloqueadas, o Spotify não entendeu que a gente não fazia mais parte da vida um do outro, e foi igual uma cena de filme de terror:

"- Não entra por essa porta, Gabriela!", mas segundos depois eu estava ouvindo as suas playlists e pensando como a gente ouviu algumas músicas juntos pela primeira vez, e então tinham aquelas que lançaram muito tempo depois mas que por coincidência chegou nas nossas vidas mesmo com a distância e com a impossibilidade de eu realmente escutar rap, ou de você se render à ouvir Ed Sheeran.

Não me entenda mal, eu realmente não quero nada de você, e eu superei, de uma maneira estranha, mas acredito que foi isso mesmo.

Sei que hoje de forma alguma eu gostaria de voltar no tempo e mudar as minhas escolhas, porque elas foram simplesmente as melhores que eu fiz em toda minha vida, conheci pessoas maravilhosas (acho até que você poderia gostar delas) e vivi coisas inimagináveis que eu sei que não teria sido possível se ainda estivéssemos juntos... Eu estou tendo simplesmente os sonhos mais grandiosos do mundo e está sendo uma loucura ver que eles vão se realizar, e parte do meu corpo está gritando de medo e a outra parte se joga com o coração impulsivo.

Acho que a parte esquisita de como eu te superei, é eu sentir falta da nossa amizade: jogar os jogos mais aleatórios, desarmar bombas às 3h da manhã, encher o refil ser responsabilidade de quem comer o hambúrguer de cabeça pra baixo, os duetos desafinados, e eu ia complementar essa lista com "Falar mal das suas músicas", mas pra ser sincera as suas playlists estão sensacionais.




Até a próxima,
Gabriela Sandi